terça-feira, 2 de novembro de 2010

Responsabilidade da/na ação

(...) é no fazer que (o homem) se faz constantemente, e nesta relação entre fazer e fazer-se ele cresce e se “define” como homem. O que implica dizer: como ser da ação (da práxis), da cultura, e do discurso (da teoria, da “meditação”), num dinamismo sem precedentes, numa definição aberta, “problemática”, e não acabada. Aí acontece uma mútua dependência: se por um lado o homem só se faz à medida que faz (ação prática), por outro lado ela só faz (com ação consciente) à medida que se faz. É perigoso entendermos só o primeiro lado desta relação. Determinado concretamente pela ação prática, o homem, é a agente e paciente do processo. Não há como os resultados de sua ação não caírem sobre si mesmo. (texto “o que é teoria”, p. 70, Otaviano Pereira)

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