Para marcar a data em que recebi essa ótima (e estimulante) notícia, trago um trecho de um texto dele intitulado "Dicas" (bem, vou tentar seguí-las, utilizando-as "contra" ele mesmo).
Na íntegra aqui (Revista Aulas - Unicamp): http://www.unicamp.br/~aulas/Revista_Aulas_Dossie_06_Foucault_e_as_esteticas_da_existencia.pdf
Esse texto, entenderá quem já passou ou passa pelas diversas formas de avaliação que a vida acadêmica possibilita (TCCs, Bancas de qualificação de dissertação, de defesa de dissertação, de defesa de tese, de submissão de trabalhos acadêmicos/artigos; entre outras formas de avaliação).
É bem mais confortável quando eu estou no papel de Revisora de Texto (de texto dos outros, claro)...
Difícil é quando meu texto é submetido a avaliações.
O trecho que selecionei do texto do Veiga-Neto é: "Revisores, avaliadores e pareceristas"
Bom proveito:
— “Ao sorrir, um avaliador pode estar satisfeito porque você está se saindo
bem ou porque você está sofrendo”.
Corolário: “Procure sempre avaliar se o sorriso do seu avaliador é sinal de
solidariedade ou de sadismo”.
Escólio: “Assim como são as pessoas, são as criaturas” (Adágio popular;
vazio, mas impressiona”.
— “Quando alguém, que você admira e respeita muito, parece mergulhado
em profundos pensamentos, em geral está pensando no próprio almoço” (Bloch, 1977,
p.85).
— “Sempre haverá erros impossíveis de encontrar”.
— “O diabo mora na tipografia” (Antigo adágio popular).
Corolário: — “Os erros mais importantes sempre passarão sem ser notados
até o livro estar impresso” (Bloch, 1980, p.23).
— “Encontrando um erro, a revisão se justifica e não procura mais” (Bloch,
1977, p.43).
— “O maior erro é enviar um original sem erros, para um revisor que vive
disso” (Bloch, 1980, p.45).
— “Nada é impossível para quem não tem que fazer o trabalho ele mesmo”
(Bloch, 1977, p.87).
— “Não importa quanto você faça; nunca terá feito o bastante” (Bloch,
1977, p.69).
— “Para muitos, o que você não fez é muito mais importante do que tudo
que você fez, independentemente do volume e da qualidade do que você tenha feito”.
— “Nenhuma proposta é julgada pelos outros com a mesma proposição de
quem propôs” (Bloch, 1977, p.25).
Corolário 1: “Se você explica a proposta tão claro que ninguém pode deixar
de entender, alguém deixa” (Bloch, 1977, p.25).
Corolário 2: “ Se você faz uma coisa que tem certeza de ser aprovada por
todos, alguém não aprovará” (Bloch, 1977, p.25).
— “Quem avalia é também avaliado”.
— “Os maiores desentendimentos se dão entre os entendidos” (Fernandes,
1984, p.160).
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